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sábado, 31 de maio de 2014


MALÉVOLA é um produto Disney que cumpre quase sempre o prometido. É divertido sem exagerar nas histrionices, com algumas boas sequencias cheias de efeitos visuais atrativos e Angelina Jolie se esbaldando no papel da fada malvada abusando das caras, bocas e viradinhas de pescoço dignas de uma cantora pop alçada ao plano de “diva” (para delírio da crescente plateia que se manifesta dentro do cinema com interjeições e aplausos). Interessante mesmo é perceber que a grande aposta do filme é também seu maior risco: para recontar a história do conto “A Bela Adormecida” sob o ponto de vista da vilã, o estúdio investe no mesmo caminho do sucesso FROZEN, que ganhou o último Oscar de animação. A antagonista da Bela (interpretada com excessos de sorrisos pela atriz Elle Fanning) passa por uma transformação em sua personalidade, deixando-a mais próxima da condição humana – aquela que cai em desgraça e comete maldades, mas também é cheia de virtudes e boas intenções –, como a rainha Elsa. A ousadia que modifica a trama do filme inevitavelmente acaba por modificar partes do conto original, dando ao filme seu maior atrativo: romper limites, propor mudanças, ousar sobre o que já foi dito, fugir da representação literal. É muito, muito bacana quando um filme corre risco e foge da segurança das representações repetitivas e banais (ainda que o público mais ortodoxo esbraveje ao final da sessão – como aconteceu com o recente NOÉ, quando a plateia saía do cinema acusando o diretor Darren Aronofsky de heresia por conta das mudanças promovidas na história do profeta bíblico). 

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Para ver: MALÉVOLA (Maleficent, 2014, de Robert Stromberg). Com Angelina Jolie, Elle Fanning, Sharlto Copley, Lesley Manville, Imelda Staunton, Juno Temple, Sam Riley.
Cotação: 


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Fazia bastante tempo que o mais tradicional dos produtos da Disney (as fábulas de princesa) não despertava tanto interesse e elogios quanto Frozen: Uma Aventura Congelante. E todas as boas críticas são merecidas: baseado no conto A Rainha da Neve de Hans Christian Andersen, o filme tem ótimas cancões inseridas numa narrativa muito eficiente, em que apresenta duas princesas órfãs às vésperas da coroação da irmã mais velha, uma pseudo-vilã, cuja construção da personagem salta aos olhos (ela não é totalmente boa, mas as 'maldades' também não são, de certa forma, propositais). Os diretores Chris BuckJennifer Lee fogem do lugar-comum com os bichos falantes dos filmes Disney e apostam numa tática-Pixar: um encantador boneco de neve falante, cuja existência se apresenta totalmente explicada pelo contexto da narrativa. No lançamento brasileiro, destaque para as boas transposições das músicas originais e pela dublagem de Fábio Porchat como Olaf, o divertidíssimo boneco de neve. O filme ganhou o Oscar de Melhor Filme de Animação, Melhor Canção e se tornou a maior bilheteria mundial para um filme de animação na história do cinema - a 9ª entre todos os filmes. 

Para ver: FROZEN - UMA AVENTURA CONGELANTE  (Frozen, 2013, de Jennifer Lee). Com as vozes de Idina Menzel, Kristen Bell e Jonathan Groff.
Cotação: